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Luís Fernando Veríssimo, ícone da crônica brasileira, morre aos 88 anos em decorrência de complicações de pneumonia
Por Administrador
Publicado em 30/08/2025 10:05
Cultura/Arte
Imagem criada por IA

Porto Alegre, 30 de agosto de 2025 – Faleceu neste sábado o escritor e cronista Luís Fernando Veríssimo, aos 88 anos. Ele estava internado na UTI do Hospital Moinhos de Vento desde o dia 11 de agosto, tratando de uma pneumonia. De acordo com boletim médico, a causa oficial da morte foram complicações decorrentes da infecção pulmonar.

Histórico de saúde fragilizado

A saúde de Veríssimo vinha se deteriorando nos últimos anos. Em 2021, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), que deixou sequelas motoras e de comunicação. Também convivia com a doença de Parkinson e problemas cardíacos — em 2016, precisou receber um marcapasso para corrigir arritmias. Além disso, lutou contra um câncer ósseo em 2020, o que agravou ainda mais seu quadro clínico.

Legado literário

Filho do também escritor Érico Veríssimo, Luís Fernando construiu uma trajetória marcada pelo humor refinado, a crítica social irônica e a observação aguçada do cotidiano. Publicou mais de 80 livros e vendeu milhões de exemplares em todo o país, consolidando-se como um dos autores mais populares do Brasil.

Entre suas principais obras estão:

  • “Comédias da Vida Privada” (1994), que deu origem a uma série televisiva de sucesso;

  • “O Analista de Bagé” (1981), sátira que se tornou um clássico do humor brasileiro;

  • “As Mentiras que os Homens Contam” (2000), coletânea de crônicas sobre relacionamentos;

  • “Ed Mort e Outras Histórias” (1979), que popularizou seu anti-herói detetivesco;

  • “Borges e os Orangotangos Eternos” (2000), romance policial que une erudição e ironia;

  • “As Noivas do Grajaú” (1998), romance de humor com crítica social;

  • “Gula – O Clube dos Anjos” (1998), volume da coleção Plenos Pecados, em que mistura gastronomia e tragédia com ironia mordaz.

Seus textos ultrapassaram fronteiras, sendo traduzidos para diversos idiomas, e transformaram-no em uma voz única da literatura e do jornalismo brasileiros.

Encerramento

Com a morte de Luís Fernando Veríssimo, o país perde não apenas um dos mais prolíficos cronistas de sua história, mas também um intérprete sensível da alma brasileira. Sua obra permanece como testemunho da inteligência crítica, da leveza e do humor que marcaram sua escrita.


Fontes: Hospital Moinhos de Vento (nota oficial); Metrópoles; Agência Brasil; UOL; Poder360; Terra

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