MENU
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/2293/slider/c36203b4558d5e93399315711f3ac3d3.jpg
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/2293/slider/26ad67dc9326daae997841b07e754a86.jpg
Polícia Civil realiza operação em Ubá; prefeito confirma busca por contratos de duas gestões e defesa do vice-prefeito confirma mandado em residência
Ação mobilizou equipes policiais em diferentes pontos da cidade nesta segunda-feira (19). Fotografias mostram viaturas em frente à residência do prefeito José Damato Neto. Até o momento, não há esclarecimento oficial detalhado dos órgãos investigadores sobre o objeto e a extensão da operação.
Por Geane Nicácio
Publicado em 19/10/2026 17:43
Ubá em pauta
Imagem criada por IA

Uma operação policial realizada nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, movimentou a administração pública municipal de Ubá, na Zona da Mata mineira. A presença de equipes da Polícia Civil foi registrada na Prefeitura e em outros pontos da cidade, enquanto informações sobre diligências em secretarias municipais e residências de autoridades passaram a circular nas redes sociais.

Ao longo da manhã, fotografias, vídeos e mensagens compartilhados em aplicativos e plataformas digitais mostraram viaturas policiais e movimentação de agentes em diferentes endereços.

Entre os locais mencionados nas publicações estão o Centro Administrativo da Prefeitura, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, no bairro Eldorado, e setores relacionados às áreas de Desenvolvimento Social e Educação.

Também foram divulgadas imagens de viaturas da Polícia Civil em frente a um imóvel identificado como residência do prefeito José Damato Neto.

O caso ganhou novos elementos após a divulgação de um pronunciamento do prefeito, acompanhado de dois secretários municipais, e de uma nota pública da defesa do vice-prefeito Rômulo Silva Rodrigues, conhecido como Cabo Rominho.

Até a elaboração desta reportagem, a Multisom Ubaense não dispunha de comunicado oficial detalhado do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) ou do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que esclarecesse o objeto da investigação, o número de mandados expedidos e a abrangência das diligências.

Prefeito confirma busca por contratos da gestão anterior e da atual administração

Em vídeo encaminhado à imprensa pelo setor de Comunicação da Prefeitura de Ubá, o prefeito José Damato Neto confirmou a realização de uma ação da Polícia Civil na administração municipal.

Segundo o chefe do Executivo, os agentes buscaram documentos relacionados a contratos de dois períodos administrativos.

“Nesta segunda-feira, a Prefeitura Municipal de Ubá passou por uma ação da Polícia Civil em busca de contratos da antiga gestão e da nossa gestão”, afirmou.

José Damato declarou que a administração municipal está à disposição das autoridades e manifestou compromisso com a transparência durante a apuração.

“Deixo aqui à disposição todos os documentos, toda a transparência possível para podermos fazer a verificação de todos os fatos”, declarou.

A manifestação do prefeito confirma que, segundo as informações recebidas pela própria administração municipal, os policiais buscaram contratos relacionados tanto à gestão anterior quanto à atual.

Entretanto, José Damato não especificou quais contratos foram solicitados, os valores envolvidos, as empresas contratadas ou os motivos que levaram à realização da operação.

Também não informou quais procedimentos administrativos ou períodos específicos estão abrangidos pela investigação.

A busca por contratos de diferentes administrações não significa, por si só, que ambas estejam formalmente sob investigação ou que tenham sido identificadas irregularidades.

Secretários afirmam que documentos solicitados foram entregues

No mesmo pronunciamento, o secretário municipal Salomão Curi manifestou confiança no trabalho dos investigadores e afirmou que a administração ainda não conhece o conteúdo do procedimento.

“Nós temos total confiança no trabalho da Polícia Civil, de todos os agentes. Parabenizar pela ação. O trabalho foi muito bem feito”, declarou.

Salomão também ressaltou o interesse da administração em colaborar com a apuração.

“Nós ainda não temos acesso ao teor do processo, mas nos colocamos à disposição, pois nós somos os mais interessados na resolução deste processo”, afirmou.

O secretário Guilherme, também presente na gravação, informou que as solicitações feitas pelos policiais foram atendidas.

“Todos os documentos solicitados pela polícia foram entregues e agora nós estamos a aguardar os resultados desta investigação”, declarou.

Ao encerrar o pronunciamento, José Damato reiterou que a Prefeitura permanece à disposição da Polícia Civil e da Justiça.

As declarações representam o posicionamento apresentado pela administração municipal. Até o momento, não foi divulgado um balanço oficial dos investigadores detalhando os documentos recolhidos ou os resultados das diligências.

Assista ao pronunciamento completo do prefeito José Damato Neto e dos secretários Salomão Curi e Guilherme:
https://drive.google.com/file/d/1Zq9-ans7XhjhJHiFfxYQtDk9t-qUgiQl/view?usp=drive_link

Vídeo oficial encaminhado pela Comunicação da Prefeitura de Ubá

Movimentação policial na Prefeitura e relatos de diligências em secretarias

Fotografias compartilhadas ao longo desta segunda-feira mostram veículos da Polícia Civil em locais associados à administração municipal.

No Centro Administrativo, imagens registram policiais na área de acesso ao prédio, incluindo agentes transportando pastas e materiais.

Também circularam registros de viaturas nas proximidades da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, no bairro Eldorado.

Informações divulgadas nas redes sociais mencionam ainda diligências em setores relacionados às secretarias de Desenvolvimento Social e Educação.

Entretanto, não foram apresentados à reportagem documentos oficiais que permitam confirmar a extensão dos procedimentos realizados em cada uma dessas unidades.

As primeiras publicações também mencionaram a atuação de diferentes forças policiais e órgãos de investigação.

A participação do Gaeco foi noticiada por veículos regionais, mas ainda não havia sido confirmada à Multisom Ubaense por meio de pronunciamento institucional específico. Da mesma forma, não há confirmação suficiente para afirmar a participação da Polícia Federal.

A identificação de todos os órgãos envolvidos depende de esclarecimento oficial.

É importante observar que a presença de policiais em uma repartição pública não significa, necessariamente, que seus dirigentes ou servidores estejam sendo investigados.

  

Viaturas da Polícia Civil são fotografadas em frente à residência do prefeito

Entre os registros divulgados nesta segunda-feira estão fotografias de viaturas da Polícia Civil estacionadas em frente a um imóvel identificado como residência do prefeito José Damato Neto.

As imagens mostram dois veículos policiais no endereço e reforçam os relatos sobre a presença de equipes de segurança no local.

No entanto, as fotografias, isoladamente, não permitem confirmar quais procedimentos foram realizados no interior da residência, se houve apreensão de objetos ou documentos e qual seria a relação específica do endereço com a investigação.

Até a elaboração desta reportagem, não havia sido disponibilizado à Multisom Ubaense um esclarecimento oficial detalhando o resultado da diligência nesse imóvel.

 

Defesa do vice-prefeito confirma busca em residência e nega prisão

A assessoria jurídica do vice-prefeito de Ubá, Rômulo Silva Rodrigues, conhecido como Cabo Rominho, divulgou uma nota pública de esclarecimento nesta segunda-feira (19).

O documento, assinado pelo advogado Alberto Luciano Lima de Bittencourt Antonucci, foi publicado em resposta às informações que começaram a circular nas redes sociais sobre a operação.

Segundo a defesa, são falsas as notícias de que o vice-prefeito teria sido preso.

A nota afirma que Rômulo não foi detido nem conduzido por policiais responsáveis pela ação.

Por outro lado, os advogados confirmam expressamente o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência do vice-prefeito.

De acordo com a assessoria jurídica, o procedimento foi cumprido integralmente, com apoio e colaboração de Rômulo Silva Rodrigues.

A defesa afirma ainda que nenhum material ilícito foi encontrado pelos policiais no imóvel.

O documento também manifesta interesse no esclarecimento das investigações e informa que o vice-prefeito está à disposição das autoridades.

Quanto à situação de outras pessoas eventualmente envolvidas, a assessoria jurídica declarou não possuir informações para apresentar naquele momento, em razão do sigilo do procedimento.

As afirmações sobre a ausência de materiais ilícitos e a colaboração do vice-prefeito são declarações de sua defesa, não constituindo um balanço oficial dos órgãos investigadores.

O que se sabe sobre os contratos procurados pela Polícia Civil?

Até o momento, o principal esclarecimento público sobre a documentação buscada pelos policiais foi apresentado pelo próprio prefeito José Damato Neto.

Segundo ele, a Polícia Civil procurou contratos relacionados à administração anterior e à atual gestão.

Entretanto, ainda não se sabe quais contratos estão sendo analisados, a quais serviços ou fornecimentos se referem e quais períodos administrativos estão abrangidos.

Também não foi esclarecido se as diligências em diferentes endereços estão relacionadas aos mesmos contratos ou a outros elementos da investigação.

A declaração do secretário Salomão Curi, de que a administração ainda não teve acesso ao teor do processo, indica que o Executivo afirma desconhecer o conteúdo integral da apuração.

Isso não impede que a Prefeitura tenha conhecimento dos documentos solicitados, mas deixa questões relevantes ainda sem resposta.

Sem manifestação oficial dos investigadores, não é possível afirmar se o procedimento está relacionado a suspeitas de irregularidades em licitações, pagamentos, execução contratual ou outras situações.

O que ainda precisa ser esclarecido?

A operação desta segunda-feira envolve questões de interesse público por alcançar a administração municipal e apresentar registros de atuação policial em endereços relacionados a autoridades do Executivo.

Entre os esclarecimentos que permanecem pendentes estão a identificação dos contratos solicitados, a quantidade de mandados judiciais cumpridos, os órgãos efetivamente participantes e o resultado das diligências.

Também não foram informados oficialmente os motivos específicos que justificaram as buscas nem se existem agentes públicos formalmente investigados.

Outro ponto ainda não esclarecido diz respeito a possíveis impactos da operação sobre o funcionamento dos serviços municipais e o atendimento à população.

Essas informações são fundamentais para compreender a extensão da ação policial e seus eventuais desdobramentos.

Investigação exige transparência, mas também responsabilidade na divulgação

A realização de operações policiais envolvendo a administração pública desperta legítimo interesse da população, especialmente quando as diligências alcançam documentos administrativos e endereços associados a autoridades eleitas.

O acompanhamento jornalístico desses acontecimentos, entretanto, exige distinguir fatos confirmados, declarações das partes envolvidas e informações ainda não verificadas.

O cumprimento de mandados de busca e apreensão não representa comprovação de crime, oferecimento de denúncia ou condenação.

Da mesma forma, a solicitação de contratos públicos não comprova a existência de irregularidades em sua elaboração, execução ou fiscalização.

É necessário preservar a presunção de inocência, sem afastar o direito da sociedade de conhecer os fatos relacionados à gestão dos recursos públicos.

A Multisom Ubaense ressalta que parte significativa das primeiras informações sobre a operação foi divulgada nas redes sociais e em aplicativos de mensagens.

A reportagem também teve acesso a dois posicionamentos identificados: o pronunciamento do prefeito e de secretários municipais, encaminhado pelo setor de Comunicação da Prefeitura, e a nota pública apresentada pela defesa do vice-prefeito.

Até o fechamento desta edição, ainda não havia sido disponibilizado à reportagem um esclarecimento institucional detalhado do MPMG, da PCMG ou do Gaeco sobre o objeto e os resultados da investigação.

 

A Multisom Ubaense continuará acompanhando os desdobramentos do caso, com espaço para manifestações das autoridades responsáveis e das pessoas eventualmente mencionadas na apuração.

Matéria em atualização — 19 de outubro de 2026.

 

Edição: Geane Nicácio – Multisom Ubaense

Fotografias: imagens divulgadas nas redes sociais e em aplicativos de mensagens.

Vídeo: setor de Comunicação da Prefeitura Municipal de Ubá.

Comentários

Mais notícias