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Mobilização em 10 de janeiro reúne vereadores, lideranças e moradores contra projeto de casas populares no Xangrilá
Por Administrador
Publicado em 12/01/2026 18:05 • Atualizado 12/01/2026 18:13
Ubá em pauta
foto local: Geane Nicácio

A mobilização realizada no sábado, 10 de janeiro de 2026, em Ubá, reuniu vereadores da Câmara Municipal, ex-candidatos ao Executivo, representantes de entidades, lideranças comunitárias e moradores do bairro Xangrilá. O encontro teve como objetivo manifestar preocupações em relação à proposta de implantação de casas populares na região.

Durante as manifestações, registradas em entrevistas em vídeo, os participantes levantaram questionamentos quanto à ausência de consulta pública, às condições de infraestrutura do bairro (escola, unidade de saúde, esgoto, etc.) e à escolha de uma área de mata com presença de nascente para a execução do projeto habitacional.

Soninha da Policlínia aponta falta de diálogo e preocupação ambiental

A vereadora Soninha da Policlínia afirmou que a comunidade do bairro Xangrilá não foi previamente consultada sobre a proposta. Segundo a parlamentar, projetos com impacto direto sobre bairros consolidados devem passar por processos de escuta popular antes de qualquer definição.

Ela destacou fragilidades na infraestrutura urbana do bairro e alertou para a escolha de uma área de mata com presença de nascente, defendendo a necessidade de estudos ambientais detalhados e planejamento responsável.

José Roberto cobra planejamento urbano e participação da comunidade

O vereador José Roberto criticou a ausência de diálogo com os moradores e afirmou que a população deveria ter sido ouvida antes da definição da área.

Ele ressaltou limitações estruturais do bairro e defendeu que projetos habitacionais sejam acompanhados de planejamento urbano consistente e estudos técnicos e ambientais.

Gilson alerta para impactos urbanos e sociais

O vereador Gilson afirmou que não houve consulta pública e que a comunidade foi surpreendida com a proposta. Segundo ele, a implantação do projeto sem planejamento pode gerar impactos urbanos e sociais, além de exigir atenção especial aos aspectos ambientais.

André questiona critérios e cobra transparência

O vereador André questionou os critérios adotados para a escolha da área e destacou a importância da apresentação de informações claras, estudos técnicos e ampla divulgação à população antes do avanço do projeto.

Rogério Ferreira defende debate público

O ex-candidato a prefeito Rogério Ferreira defendeu a ampliação do debate público e afirmou que projetos dessa magnitude devem ser discutidos com a sociedade, com apresentação de dados técnicos, estudos ambientais e planejamento detalhado.

Maria José ressalta impactos sociais e institucionais

A presidente da Associação de Servidores Públicos, Maria José, destacou que decisões envolvendo uso do território urbano e meio ambiente devem ser tomadas com responsabilidade, diálogo e transparência, considerando os reflexos para toda a cidade.

Sherek reforça críticas à falta de participação popular

O suplente de vereador Sherek reforçou críticas à ausência de consulta pública e defendeu que a comunidade seja ouvida desde o início em projetos com potencial impacto urbano e ambiental.

Mônica Valone defende planejamento e sustentabilidade

A ex-candidata a prefeita Mônica Valone destacou a importância do planejamento responsável, da transparência e do respeito ao meio ambiente, especialmente quando envolvem áreas ambientalmente sensíveis.

Moradores relatam preocupação com impactos diretos

Moradores do bairro Xangrilá relataram preocupação com os impactos diretos do projeto no cotidiano da comunidade, citando dificuldades estruturais já existentes e receio de agravamento de problemas relacionados a acesso, infraestrutura e qualidade de vida, além da preservação da área de mata e da nascente.

Rejanio relata diálogo com o Executivo e apresenta posicionamento da comunidade

O presidente do bairro Xangrilá, Rejanio, informou que a associação comunitária buscou diálogo direto com o Poder Executivo municipal para tratar da proposta.

Segundo ele, houve conversa com o Executivo na pessoa do senhor Antonio Geraldo, ocasião em que foram apresentadas as preocupações dos moradores quanto à falta de consulta pública, às limitações de infraestrutura do bairro e à escolha de uma área de mata com presença de nascente.

Rejanio destacou que a comunidade não se posiciona contra a política habitacional, mas defende que qualquer projeto seja precedido de planejamento, estudos técnicos e ambientais, além de participação efetiva dos moradores. Ele afirmou ainda que a associação aguarda retorno do Executivo sobre as demandas apresentadas.

Associação de Bairros defende escuta coletiva

Representando a Associação de Bairros, o Mário Angelo Noé também se manifestou durante a mobilização, defendendo a escuta coletiva das comunidades e o respeito às instâncias de representação popular.

Segundo ele, projetos urbanos com potencial impacto social e ambiental devem ser debatidos de forma ampla, envolvendo associações de bairro, moradores e o poder público, com apresentação de estudos técnicos, esclarecimento de critérios e garantia de transparência em todo o processo decisório.

É necessário deixar claro que não se trata de oposição à política habitacional, mas de uma preocupação com a forma como o projeto está sendo conduzido, defendendo que o desenvolvimento urbano ocorra de maneira planejada, transparente e respeitando tanto o meio ambiente quanto os moradores já estabelecidos no bairro.

 

    


Fonte: Mobilização comunitária realizada em 10/01/2026 – Entrevistas direcionadas pelo repórter Cláudio Oliveira

Foto: Célio Ferreira
Editor: Geane Nicácio

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