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Municípios devem agir de forma integrada em casos de raiva animal em cavalos ou outros animais
Por Administrador
Publicado em 26/08/2025 13:47
Saúde Animal
Imagem criada por IA

A detecção de um caso de raiva em cavalo ou outros animais em um município exige resposta imediata das autoridades de saúde, com atuação integrada entre Vigilância Epidemiológica, Vigilância Sanitária, Vigilância Ambiental, Vigilância em Saúde do Trabalhador e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). A doença, considerada uma zoonose letal, representa risco tanto para animais quanto para seres humanos.

Notificação e investigação imediata

O caso deve ser registrado de forma compulsória e imediata no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). A Vigilância Epidemiológica inicia investigação para identificar a provável origem da infecção — geralmente relacionada a morcegos hematófagos — e levanta os possíveis contatos humanos e animais. O IMA é notificado e atua de forma conjunta na apuração.

Proteção da saúde humana

A prioridade inicial é identificar e avaliar pessoas expostas, como familiares, tratadores e veterinários. Nestes casos, pode ser indicada a profilaxia pós-exposição, que inclui vacina e, quando necessário, soro antirrábico. A população deve ser orientada a procurar atendimento médico imediato em caso de mordedura, arranhadura ou contato com saliva de animal suspeito.

Controle em animais

Quando confirmado, o animal deve ser isolado ou submetido à eutanásia. A medida é seguida pela vacinação de bloqueio em animais susceptíveis — bovinos, equinos, cães e gatos — em um raio de até 10 km da ocorrência. A imunização anual de rotina é reforçada como medida preventiva.

Ações ambientais e vetoriais

O IMA, em parceria com a Vigilância Ambiental, realiza busca ativa de abrigos de morcegos hematófagos, coleta de espécimes para exames laboratoriais e, quando necessário, controle populacional. Essas medidas visam reduzir a disseminação do vírus entre os herbívoros.

Fiscalização e biossegurança

A Vigilância Sanitária fiscaliza estabelecimentos rurais, clínicas veterinárias, haras e locais de eventos agropecuários, podendo interditá-los temporariamente quando há risco coletivo. Também é responsável por orientar sobre o descarte adequado de carcaças e por prevenir riscos relacionados ao consumo de carne ou leite de animais suspeitos.

Trabalhadores expostos

A Vigilância em Saúde do Trabalhador acompanha veterinários, trabalhadores rurais e outros profissionais que possam ter tido contato com animais doentes, garantindo acesso à profilaxia e orientando sobre o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs).

Educação em saúde e comunicação de risco

Ações educativas são promovidas em comunidades rurais, escolas e associações de produtores. O objetivo é reforçar a importância da vacinação dos animais, esclarecer os riscos da manipulação inadequada e evitar o pânico por meio de informações seguras e oficiais.

Monitoramento do foco

O foco somente é considerado encerrado após seis meses sem novos registros de casos. Durante esse período, são mantidas ações de monitoramento e relatórios técnicos são encaminhados às esferas estadual e federal.

O papel do IMA

No âmbito estadual, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) coordena o Programa de Controle da Raiva dos Herbívoros, investigando casos em animais, conduzindo campanhas de vacinação em massa, fiscalizando propriedades e monitorando morcegos hematófagos. Em Minas Gerais, sua atuação é complementar e articulada à vigilância municipal.


Fontes:

  • Ministério da Saúde – Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA)

  • Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN)

  • Instituto Pasteur (SP)

  • Fundação Ezequiel Dias (Funed/MG)

  • Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA)

 

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