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Moradores do bairro Meu Sonho, em Ubá, registram água amarronzada e cobram explicações da Copasa
Por Administrador
Publicado em 27/08/2026 16:12
Utilidade Pública

Moradores da Rua Joaquim Pereira, no bairro Meu Sonho, em Ubá, registraram nesta quinta-feira (27) água com coloração amarronzada e aspecto turvo saindo das torneiras na localidade. Os relatos foram encaminhados à Multisom Ubaense, acompanhados de registros em áudio e vídeo.

Nas imagens recebidas pela reportagem, um morador abre a torneira e coleta a água em recipientes transparentes. O registro permite observar uma alteração visível na coloração, além da presença aparente de partículas ou material em suspensão.

Ao relatar a situação, o morador demonstrou preocupação principalmente com o uso cotidiano da água.

“A gente abre a torneira para lavar uma vasilha e sai isso aí. Peguei uma vasilha transparente e um copo para mostrar a situação. Eu ainda vi e filtrei, mas e quem não vê? É muito complicada essa situação, a gente paga a conta em dia e recebe isso”, relatou.

Os registros evidenciam uma alteração visual na água, mas, isoladamente, não permitem determinar sua composição nem concluir tecnicamente se ela está ou não própria para consumo humano. Essa avaliação depende de análises específicas dos parâmetros de qualidade e potabilidade.

A Copasa é a concessionária responsável pela prestação do serviço público de abastecimento de água em Ubá. No entanto, ainda é necessário esclarecer tecnicamente a origem da alteração registrada, inclusive para determinar se a situação está relacionada à rede pública de distribuição ou se pode haver influência de reservatórios, tubulações ou instalações internas dos imóveis.

A norma federal vigente sobre a qualidade da água para consumo humano está prevista no Anexo XX da Portaria de Consolidação GM/MS nº 5/2017, atualizado pelas Portarias GM/MS nº 888/2021 e nº 2.472/2021. A regulamentação estabelece procedimentos de controle e vigilância e parâmetros para avaliação da potabilidade da água, incluindo aspectos relacionados à turbidez, cor e condições microbiológicas e químicas.

A existência desses parâmetros, contudo, não permite concluir, apenas com base nas imagens, que houve descumprimento dos padrões legais. Para isso, são necessárias coletas e análises técnicas da água.

Além da preocupação com a aparência e a qualidade da água, os moradores relatam dificuldades para utilizá-la nas atividades domésticas e cobram esclarecimentos sobre a situação.

Os moradores da Rua Joaquim Pereira pedem que a situação seja verificada e que sejam adotadas as providências necessárias para esclarecer a causa da alteração e garantir a regularidade do abastecimento na localidade.

A Multisom Ubaense publica o relato e os registros encaminhados pelos moradores e mantém o espaço aberto para manifestação da Copasa, caso a concessionária queira prestar esclarecimentos sobre a ocorrência.

Assita o vídeo e ouça os áudios pelos links:
https://drive.google.com/file/d/1o9bXDvw4svJygq_xTogD8PKqzq21kIL2/view?usp=drive_link
https://drive.google.com/file/d/1RQ0z007fp7imxnHtYf4KtXlUo6sQWMtM/view?usp=drive_link

https://drive.google.com/file/d/1_WsCp1Z0kVCEqzcGVa4J5-ikvk94mGt0/view?usp=drive_link

 

 

Fonte: Moradores da Rua Joaquim Pereira / Denúncia Popular
Edição: Geane Nicácio – Multisom Ubaense

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